E a monotonia continua…mas há esperanças!
Realmente as coisas estão bem paradas por aqui. Desde o início efetivo da paternidade que não realizamos nenhuma viagem ou mesmo passeio curto. Isso precisa mudar! O Gabriel já está maior – 7 meses – e já estamos mais confortáveis com a idéia de sair por mais tempo do conforto do lar.
Com as eleições bem no meio do feriado de finados, qualquer chance de uma viagem mais longa foi por água abaixo. De qualquer forma, temos o bom e velho destino na serra para nos ajudar nesses casos. Falarei mais sobre isso se vencermos a inércia. Veremos…
Restrição de Viagens
Realmente as atualizações nesse blog estão escassas e isso ocorre por um simples motivo: a rotina tem se resumido a “casa – trabalho – casa – trabalho – casa – …” e isso deixa a inspiração lá em baixo.
De qualquer forma, começamos as tratativas para um passeio de um dia para as cidades de Gramado e Canela agora em setembro junto com os padrinhos do Gabriel. Quem sabe ainda pegamos algum frio, mas nada excessivo para uma criança de 5 meses.
Eu inclusive estou seriamente pensando em retornar a Gramado mais próximo do final de ano para ver o Natal Luz. Mais uma vez, só idéias.
Lendas Urbanas Para Os Turistas Em BsAs
Olá!
Como primeira dama deste blog que vos fala, após N intimações do meu excelentíssimo e N+1 faltas de tempo devido a nova profissão de mãe em tempo integral, só agora conseguirei contribuir um pouquinho com este post. As questões comentadas abaixo foram tiradas de pesquisas que fiz antes de irmos, e junto destas, direi como de fato ocorreu sendo que na sua maioria das vezes causou boas risadas quando lembramos dos fatos.
Entonces, como falei, fiz uma lista de anotações num caderninho que comprei para a viagem. Lá foram anotados todos os gastos que tivemos, os roteiros que traçamos (e não seguimos na ordem), e observações em geral.
Em especial, como bons turistas num lugar desconhecidos, no inicio estávamos meio temerosos, principalmente em andar pelas ruas de Buenos Aires…
Eis os porquês:
- NÃO ACEITAR PANFLETOS NAS RUAS: Li vários “causos” de pessoas que aceitavam folders de propagandas nas calçadas e eram levadas a força a zonas de prostituição pelo simples fato de quem aceita o tal papelzinho, está dizendo sim, eu quero ir usufruir dos “serviços”. E essas criaturas só eram liberadas após pagamento de resgate, muitos ficando as vezes somente com a passagem de volta. Não vimos nada disso, talvez seja a desculpa dessas pessoas para irem nos prostíbulos num lugar estranho. Confesso que vimos muitos folders de prostitutas nos orelhões pela cidade, tirei até algumas fotos.
- TODOS OS LUGARES COBRAM COVER: Outra lenda urbana, nem todos cobram. E pelo preço das coisas por lá, além de ser um valor baixo, equivalente ao nosso 10% em bares e restaurantes (lá se chama propina, a tal da gorjeta), o atendimento nos lugares que fomos, foi excelente, tirando completamente a impressão que eu tinha dos hermanos. Eles adoram os brasileiros e nos tratam muito bem.
- TAXISTAS FALCATRUAS: Em minhas pesquisas quase por unanimidade, sempre falavam para termos cuidados com os taxistas, que forneciam moedas falsas quando percebiam que levavam turistas. Ocorreu um único fato equivalente, quando um taxista “esqueceu” o taxímetro ligado do passageiro anterior, mas chamei a atenção dele e prontamente zerou o equipamento. Em compensação, o taxista que nos levou a região da Casa Rosada, foi um amor, fazendo muitos elogios a nós brasileiros, a nossa musica (embora só conhecesse bem mesmo o rock dos anos 80).
- CALLE FLORIDA: Tomar cuidado com os batedores de carteira. Sinceramente, não vi nada de anormal, muito pelo contrário, aqui na nossa Voluntários da Pátria em Porto Alegre ou na 25 de março em São Paulo, se vê bem mais que vimos por lá. É região de comércio popular, portanto, algumas pessoas de mais baixa renda, o que pode dar a falta impressão de ser mais perigoso. Não concordo.
- PESOS FALSOS: Cambiar a moeda somente no Banco de La Nacion Argentina pois algumas casas fornecem notas falsas. Ou somos muito sortudos ou é outro exagero, pois trocamos em uma casa de cambio perto da Florida sem problemas, a não ser que tenham aceitado notas falsas que tenhamos entregue se saber.
- O PERIGO DA BOMBONERA: Este talvez seja um dos itens pesquisados que se concretizou, infelizmente. A região onde fica o Estádio do Boca Juniors realmente é meio “boca brava”. O taxista nos preveniu para segurarmos bem as nossas câmeras fotográficas e não nos afastarmos muito da região do Caminito. O local me lembrou as vilas próximas as ilhas do Guaíba, pela pobreza, óbvio, não pelas mansões que possuímos nelas por aqui.
- SEGURAR SACOLAS E BOLSAS: Pois ao menor descuido os larápios vem e levam sem que percebamos. Não vi nada disso. Mais uma vez, acredito que por aqui seja pior. Ou eu seja neurótica e ande sempre grudada com a bolsa mesmo.
- NÃO COMER PELAS RUAS: Esse seria uma das lendas mais engraçadas de todas, se não fosse triste. Li que se tu está comendo algo e andando pelas ruas e os mendigos te vêem, te atacam para roubar a comida. Confesso que no primeiro dia eu tinha medo de comer ate uma bala e vir uma avalanche de pedintes pegar meu doce. Não vi nada disso. Muito pelo contrário, existem sim muitos mendigos, principalmente em função da crise econômica que atinge o país, mas o que se vê são situações bem comoventes, de famílias “morando” debaixo de marquises de lojas, aparentando terem perdido tudo e vindo de uma situação de vida até que razoável. Bastante chocante ver essas cenas.
- ROUPAS BARATAS NA AV. SANTA FÉ: Não acho que o preço seja diferente de outras regiões que visitamos e também não vi grandes variedades. Infelizmente, no dia anterior ao que viríamos embora, descobrimos que existe uma região de grandes outlets fora da cidade com marcas famosas e preços bem compensadores. Está anotado já como roteiro certo na nossa próxima ida.
Resumidamente, essas foram as observações relevantes que achei interessante comentar, pois se lê muita besteira que não condiz com a verdade. A impressão que fiquei dos lugares que conhecemos de BsAs, exceto da La Boca, é ser uma cidade bem mais segura que as brasileiras, apesar da crise que abala o país, e principalmente, dos argentinos nos tratarem muito bem, e toda pessoa mal educada que vi por la era… brasileiro, me deixando um pouco envergonhada até. Uma coisa digo, é uma cidade que eu viveria com o maior gosto, só não conseguiria torcer pelos argentinos nos esportes, no resto, é um povo acolhedor, educado, se veste melhor que se vê na TV, enfim, seríamos muy amigos se quiséssemos.
Porto Alegre: Origens
Reproduzo aqui informação sobre as origens da minha cidade natal e da qual ainda escreverei bastante.
A cidade de Porto Alegre foi fundada em 26 de março de 1772, quando foi criada a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, um ano depois alterada para Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. O povoamento, contudo, começou em 1752, com a chegada de 60 casais portugueses açorianos trazidos por meio do Tratado de Madri para se instalarem nas Missões, região do Noroeste do Estado que estava sendo entregue ao governo português em troca da Colônia de Sacramento, nas margens do Rio da Prata. A demora na demarcação dessas terras demorou e os açorianos permaneceram no então chamado Porto de Viamão, primeira denominação de Porto Alegre.
Em 24 de julho de 1773, Porto Alegre se tornou a capital da capitania, com a instalação oficial do governo de José Marcelino de Figueiredo. A partir de 1824, passou a receber imigrantes de todo o mundo, em particular alemães, italianos, espanhois, africanos, poloneses, judeus e libaneses. Este mosaico de múltiplas expressões, variadas faces e origens étnicas, religiosas e linguísticas faz de Porto Alegre, hoje com quase 1,5 milhão de habitantes, uma cidade cosmopolita e multicultural, uma demonstração bem sucedida de diversidade e pluralidade.
Fonte(s):
Passeio à Região das Hortênsias postergado
Devido ao mau tempo que assola o Rio Grande do Sul nesse final de semana, a nossa visita às cidades de Gramado, Canela e Nova Petrópolis foi adiada em duas semanas. Ficaríamos hospedados na Colônia de Férias do Salto, no caminho entre Canela e São Francisco de Paula.
No próximo final de semana tem o aniversário de 1 ano do filhinho do chefe e vamos aproveitar a ocasião para exibir o pequeno Gabriel para os meus colegas de trabalho.
Nesse meio tempo o negócio é ficar por aqui mesmo e, se o tempo colaborar, procurar algo interessante para fazer.
Um abraço!